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terça-feira, 11 de janeiro de 2011
"PC Chinês lança luta contra “grave corrupção”
O presidente da China, Hu Jintao, que é também secretário-geral do Partido Comunista pronunciou discurso pregando o combate à “grave corrupção” no interior do Partido. As observações foram feitas na sessão plenária da Comissão Central de Disciplina e Inspeção (CCDI), o organismo de luta anti-corrupção do partido. A reunião se iniciou no domingo (9) e termina nesta terça (11).
O dirigente focou sua atenção entre outras coisas na seleção e nomeação de novos dirigentes dos comitês locais que serão feitas ao longo de 2011. Hu prometeu que o Partido Comunista e o governo combaterão a corrupção com grande determinação e medidas enérgicas, considerando a situação “grave”.
Hu disse que todo o trabalho deve ser feito tendo como preocupação central os interesses da maioria do povo. Ele defendeu que os problemas que afetam gravemente o interesse público e despertam mais queixas do público devem ser enfrentados para garantir a justiça social.
O líder dos comunistas chineses pediu que sejam feitos esforços para reforçar os laços do partido com o povo e torná-lo capaz de desempenhar um papel mais ativo no combate à corrupção.
O presidente prometeu "combater a corrupção com rigor e punir severamente os funcionários corruptos", de modo a ganhar a confiança do povo.
Ele admitiu que continuam existindo problemas na luta contra a corrupção e nos esforços para construir um governo limpo. Alertou que a situaçao “é grave” e exige “tarefas árduas”..
Por isso, fez um apelo por maior fiscalização e controle da atividade do governo central e do partido e pediu a promoção de um trabalho livre de corrupção ética entre os funcionários. Conclamou também a realização de esforços para construir um sistema de prevenção e punição da corrupção.
""Mais esforços devem ser feitos para investigar a corrupção em indústrias e postos-chave", disse ele, ressaltando a supervisão dos procedimentos relativos à promoção dos funcionários locais para prevenir o abuso de poder ou de comportamento corrupto.
Os principais líderes chineses, entre eles Wu Bangguo, Wen Jiabao, Jia Qinglin, Li Changchun, Xi Jinping e Xhou Yongkanh participam da reunião, presidida por He Guoqiang, dirigente do organismo partidário de combate à corrupção.
A sessão da CCDI discutiu formas de melhorar o trabalho anti-corrupção e resolver os problemas sobre os quais o público mais reclama, disseram funcionários da CCDI.
O Partido Comunista Chinês considera o trabalho anti-corrupção uma parte importante do desenvolvimento da China no período do 12 º Plano Quinquenal (2011-2015) e crucial para a vida e o desenvolvimento do partido, que foi fundado há 90 anos e chegou ao poder em 1949, disse um alto funcionário.
Fonte: China Daily e sítio oficial do Partido Comunista Chinês
O presidente da China, Hu Jintao, que é também secretário-geral do Partido Comunista pronunciou discurso pregando o combate à “grave corrupção” no interior do Partido. As observações foram feitas na sessão plenária da Comissão Central de Disciplina e Inspeção (CCDI), o organismo de luta anti-corrupção do partido. A reunião se iniciou no domingo (9) e termina nesta terça (11).
O dirigente focou sua atenção entre outras coisas na seleção e nomeação de novos dirigentes dos comitês locais que serão feitas ao longo de 2011. Hu prometeu que o Partido Comunista e o governo combaterão a corrupção com grande determinação e medidas enérgicas, considerando a situação “grave”.
Hu disse que todo o trabalho deve ser feito tendo como preocupação central os interesses da maioria do povo. Ele defendeu que os problemas que afetam gravemente o interesse público e despertam mais queixas do público devem ser enfrentados para garantir a justiça social.
O líder dos comunistas chineses pediu que sejam feitos esforços para reforçar os laços do partido com o povo e torná-lo capaz de desempenhar um papel mais ativo no combate à corrupção.
O presidente prometeu "combater a corrupção com rigor e punir severamente os funcionários corruptos", de modo a ganhar a confiança do povo.
Ele admitiu que continuam existindo problemas na luta contra a corrupção e nos esforços para construir um governo limpo. Alertou que a situaçao “é grave” e exige “tarefas árduas”..
Por isso, fez um apelo por maior fiscalização e controle da atividade do governo central e do partido e pediu a promoção de um trabalho livre de corrupção ética entre os funcionários. Conclamou também a realização de esforços para construir um sistema de prevenção e punição da corrupção.
""Mais esforços devem ser feitos para investigar a corrupção em indústrias e postos-chave", disse ele, ressaltando a supervisão dos procedimentos relativos à promoção dos funcionários locais para prevenir o abuso de poder ou de comportamento corrupto.
Os principais líderes chineses, entre eles Wu Bangguo, Wen Jiabao, Jia Qinglin, Li Changchun, Xi Jinping e Xhou Yongkanh participam da reunião, presidida por He Guoqiang, dirigente do organismo partidário de combate à corrupção.
A sessão da CCDI discutiu formas de melhorar o trabalho anti-corrupção e resolver os problemas sobre os quais o público mais reclama, disseram funcionários da CCDI.
O Partido Comunista Chinês considera o trabalho anti-corrupção uma parte importante do desenvolvimento da China no período do 12 º Plano Quinquenal (2011-2015) e crucial para a vida e o desenvolvimento do partido, que foi fundado há 90 anos e chegou ao poder em 1949, disse um alto funcionário.
Fonte: China Daily e sítio oficial do Partido Comunista Chinês
Alice Portugal quer mobilização para garantir avanços sociais
A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) assume o seu terceiro mandato como deputada federal em 2 de fevereiro com a expectativa de ver aprovados, este ano, os projetos que representam conquistas sociais para o povo brasileiro. Ela afirma que o governo da presidente Dilma e a maioria governista no Congresso são fortes componentes para o processo de mudança que se instalou no Brasil com o Governo Lula, mas destaca como fundamental a mobilização dos movimentos populares.
Ag. Câmara
Alice defende financiamento público de campanha para garantir que "filhos e filhas do povo participem do processo eleitoral."
Vermelho – Esse é o seu terceiro mandato como deputada federal, qual a sua expectativa com relação ao ano legislativo que começa no dia 2 de fevereiro?
Alice Portugal – Minha expectativa é de que seja um ano de fato produtivo, que nós possamos auxiliar na manutenção do processo de mudança que se instalou no Brasil com o Governo Lula e ao mesmo tempo avançar nas necessidades populares mais prementes, direitos da mulher, garantia dos direitos humanos, revisitar a anistia, garantir maior qualidade na educação, porque avançamos muito na ampliação das vagas, mas precisamos garantir qualidade, fortalecendo os professores, os agentes educacionais em geral. Um ano que espero também podermos constituir os rumos para aprovação da Emenda 29, fortalecendo o SUS (Sistema Único de Saúde). E um ano que é fundamental para recuperar as imagens dos políticos e da política.
Vermelho – Com a eleição da presidente Dilma e uma base aliada majoritária, a Sra. acredita que o parlamento vai conseguir aprovar matérias que estão emperradas no Congresso em função do que representa em termos de conquistas sociais?
Alice – Essa será uma grande luta, porque a relação com governo é uma relação de apoio, mas também de luta nos momentos necessários. A base aliada é eclética; a base aliada é diversificada, por isso não significa que todas as bandeiras populares estão automaticamente absorvida por esse conjuntos de parlamentares tão diferentes entre si. Por isso, o que é essencial é a mobilização do povo. O nosso êxito no Congresso Nacional dependerá diretamente da mobilização dos setores organizados para fazer aprovar bandeiras importantes para educação, saúde, mulheres, jovens e assim sucessivamente.Vermelho – E com relação a assuntos polêmicos como as reformas política e tributária, que não tem tanto apelo popular, mas que a presidente Dilma e os próprios parlamentares reconhecem como importantes para o País?
Alice – A reforma tributária constituirá a base de uma justiça fiscal, porque no Brasil quem paga impostos são os pobres e trabalhadores. As grandes fortunas não são taxadas e não há portanto equivalência tributo e patrimônio. Nesse sentido, a reforma tributária é importante para fortalecer municípios e desonerar os mais pobres e os pequenos e médios empresários geradores de emprego nesse país. Defendo a aprovação nessas bases, da construção de uma justiça fiscal, em contramão ao aprofundamento das diferenças. A outra questão diz respeito a reforma política, que precisa ser aprovada no início da legislatura, para que não sejamos acusados de legislar em causa própria. A reforma política tem como causa central e nuclear, nesse momento, o fortalecimentos dos partidos políticos, o fortalecimento das ideias. Nós somos uma república jovem e de partido fracos. O nosso partido é uma exceção, o PCdoB é o mais antigo partido em exercício político no Brasil. Mas quantos partidos de fato tem corolário político, tem programa? Poucos. A reforma política deve vir para fortalecer os partidos com programas e que seus parlamentares sejam eleitos por programas partidários; e, obviamente garantir a diminuição da financeirização da política.
Vermelho – O PCdoB tem uma agenda própria para apresentar, discutir e aprovar no Congresso? O partido já anunciou que vai se empenhar na aprovação da PEC da redução da jornada de trabalho. Existem outros assuntos, quais são?
Alice – A redução da jornada de trabalho é uma de nossas prioridades. Também o fim do fator previdenciário, dentre outras, mas eu gostaria de dizer ainda, sobre a reforma política, que é importante aprovar o financiamento público de campanha para que nós, do PCdoB, oriundos da luta popular possamos continuar expondo as nossas ideias e competindo no processo eleitoral. Por que se persistir como está, ficará cada vez mais difícil filhos e filhas do povo participarem do processo eleitoral.
Vermelho – Os trabalhos da Câmara começam com a eleição da nova Mesa Diretora. Existe uma queixa da bancada feminina de que nunca foi contemplada com uma vaga na mesa, qual a estratégia das senhoras deputadas para garantir essa conquista esse ano?
Alice – Eu ontem estive em contato com a atual líder da bancada feminina, a deputada Janete Pietá (PT-SP), e decidimos fazer um documento a todos os candidatos a Presidente da Câmara para buscar o compromisso de todos eles para efetiva confirmação de uma mulher na mesa. Já que não aprovamos a PEC da deputada (Luiza) Erundina (PSB-SP), vamos fazer politicamente a solicitação a todos os candidatos desse pleitos e buscarmos uma vaga na mesa para uma mulher. Os candidatos a presidente se organizam por chapas e a nossa intenção é que em cada chapa conste pelo menos uma mulher.
Vermelho – E como a Sra avalia essa polêmica em torno do rodízio entre PT e PMDB na Presidência da Casa? A Sra. concorda com uma candidatura avulsa? Inclusive um dos nomes ventilados é do deputado Aldo Rebelo, do PCdoB
Alice – Os dois partidos não podem definir sozinhos o destino da Câmara dos Deputados que representa todo um país. É fundamental que seja discutido isso e a candidatura avulsa que surge é catalisador e o fermento dessa discussão.
Vermelho – De que maneira a eleição da presidente Dilma ajuda na luta das mulheres? A Sra. é a única mulher deputada representante do estado da Bahia?
Alice – Eu sou a única mulher representante da Bahia com a ida da deputada Lídice da Mata (PSB) para o Senado, mas nós fizemos 45 mulheres ao todo, mantendo o número igual ao ano anterior. Isso tudo eu atribuo ao fato da legislação não ser devidamente cumprida. Os partidos continuam não se empenhando em cumprir os 30% de cota de mulheres na sua lista de candidatos. A eleição da presidente Dilma é um paradigma fortíssimo porque se encontra no mais alto posto da república uma mulher e isso serve de exemplo para que o conjunto das mulheres se inspire e passe a participar mais intensamente do poder.
Vermelho – O que a Sra. identifica como o principal problema do Parlamento brasileiro hoje, o que o coloca em situação de desprestígio junto à população. Ou não existe esse desprestígio, ele é supervalorizado pela mídia?
Alice – O parlamento brasileiro é indispensável. Quem viveu períodos de ditadura sabe perfeitamente que, apesar de suas idiossincrasias e problemas, ele é o grande caldeirão democrática. A população brasileira está refletida no espelho plano do Congresso. Do PCdoB até o Partido mais conservador, todos foram eleitos. A superação das ditaduras se dá com a formação de congressos democráticos e efetivamente o congresso reflete a vontade popular. É preciso a cada dia aprimorarmos a discussão sobre a qualidade do parlamento, a necessidade de colocarmos representantes à altura do população brasileira. A mídia exacerba, não mostra quem produz, só mostra quem está envolvido em escândalos e obviamente o PCdoB, que não está envolvido em escândalos, raramente aparece nas grandes redes de televisão, mas o parlamento é fundamental e estratégico para a democracia e não podemos abrir mão de cada vez mais qualificá-lo.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
O imperialismo planeja novas guerras
O aprofundamento da crise estrutural do capitalismo e as consequências econômicas e políticas da decadência relativa dos EUA e dos países imperialistas da Europa, estão gerando novos conflitos potenciais em uma situação internacional de transição. A história nos diz que essas situações podem redundar em mais instabilidades, tensões e conflitos armados. E existem planos de guerra dos EUA e da OTAN para vários continentes.
Por Ricardo Alemão Abreu
O imperialismo não está disposto a ceder poder sem opor resistência. Um exemplo recente é o que acontecido depois do Acordo Brasil-Irã-Turquia. O acordo diplomático foi uma vitória das forças defensoras da paz, da soberania e da autodeterminação dos povos, e desmascarou as reais intenções do imperialismo dos EUA e seus aliados europeus, que não estão interessados na paz, mas em limitar o desenvolvimento tecnológico de outras nações para assegurar o seu monopólio da energia nuclear, mesmo para fins pacíficos; e ainda promover a subordinação dos países a uma ordem internacional baseada na opressão e na guerra imperialista.Os EUA podem desencadear uma “guerra preventiva” contra o Irã
A aprovação de novas sanções ao Irã no Conselho de Segurança da ONU, e a imposição de sanções unilaterais adicionais pelos EUA e pela União Européia, visam a manutenção do atual sistema de poder mundial, caracterizado pela hegemonia dos EUA, e sufocar as tendências à multipolaridade e a novos papéis internacionais que podem ter países como o Brasil.
As novas estratégias militar e de segurança nacional dos EUA do presidente Barack Obama retoricamente prometem cooperação e multilateralismo. Na prática, todavia, mantém o rumo de impor seus interesses pela força e pela guerra. Segundo essas novas estratégias, os EUA, alegando a prioridade para a prevenção da proliferação nuclear, autorizam a si mesmos, em nome dos seus “interesses vitais” ou de seus aliados, como Israel, a realizar um ataque com armas nucleares, em condições “extremas”, contra qualquer país, ainda que este não detenha armamento nuclear, como é o caso do Irã. Na verdade, é a continuidade da política de “guerra preventiva” e de “guerra infinita” de George Bush. Em outras palavras, manter o poder dos EUA pela força militar, custe o que custar à humanidade.
Os fatos contradizem a retórica. Depois de um ano e meio de governo Obama, fica cada vez mais claro que os interesses de potência imperialista falaram mais alto que os discursos de campanha. Os EUA investirão em 2011, 780 bilhões de dólares em suas forças armadas, orçamento recorde desde o final da Segunda Guerra que supera em 49% o orçamento de 2000, e que é maior que os gastos militares somados de todos os demais países do mundo. Os EUA insistem em manter bases militares por todo o globo terrestre, como na ilha africana de Diego Garcia, direcionada a um possível ataque ao Oriente Médio e à Ásia Central.
Os EUA e a OTAN se capacitam para o que chamam de “Ataque Global Imediato Convencional”. Com a alteração do caráter da OTAN, que passará a atuar em todos os continentes e mares, até as Ilhas Malvinas e outros territórios próximos da América do Sul são reais ou potenciais bases militares da aliança agressiva. As forças especiais dos EUA, especializadas em ações clandestinas de guerra, em missões de inteligência, subversão e “desestabilização”, já operam em 75 países, sendo que há um ano atrás estavam em 60 países. “O mundo é o campo de batalha”, disse um alto oficial das forças especiais estadunidenses.
As agressões ao Irã se intensificam. Para o imperialismo é preciso conter o Irã e reconquistar a Turquia, antiga aliada e membro da OTAN, para não “desestabilizar” o seu controle na região do Oriente Médio e da Ásia Central. EUA e Israel se preparam para uma possível intervenção militar, deslocando forças navais através do Canal de Suez rumo ao Golfo Pérsico, próximo às costas marítimas iranianas. Negociam com a Arábia Saudita o uso do espaço aéreo em eventuais bombardeios.
O roteiro dos EUA é similar ao da guerra contra o Iraque, com pressões diplomáticas, medidas cerceadoras na ONU, campanha midiática com base em falsidades, a alegação de eventual descumprimento das sanções, e o acionar do plano de intervenção militar, direta ou através de Israel. Muitas lideranças políticas, intelectuais e especialistas no tema militar, inclusive nos EUA, levantam a possibilidade da guerra contra o Irã ser “a guerra de Obama”, assim como a guerra do Afeganistão e do Iraque foram as guerras de Bush, que Obama continua.
Escalada militar estadunidense no Oriente Médio, na Ásia e na América Latina
Na Ásia Central e no Oriente Médio, região estratégica para o domínio imperialista global, os EUA e seus aliados da OTAN aumentam seus efetivos militares no Afeganistão, prolongam a guerra que já é mais longa que a agressão contra o Vietnã, e prorrogam a ocupação militar no Iraque. Mesmo assim não conseguem vencer a resistência nacional e popular nesses países. Recentemente esse fracasso no Afeganistão derrubou o presidente da Alemanha, que foi obrigado a renunciar após cometer indiscrição e confessar publicamente os reais interesses neocolonialistas na região. A diplomacia ianque pressiona o Azerbaijão para instalar novas bases militares nesse país, similares às que existem no Quirguistão e em outras nações próximas.
Os EUA e Israel ameaçam a Síria e as forças patrióticas no Líbano, sustentam a ocupação na Palestina e o bloqueio criminoso contra a Faixa de Gaza, que a flotilha humanitária, covardemente atacada pelos militares israelenses, tão bem denunciou.
Na Ásia os EUA realizaram recentemente, em conjunto com a Coréia do Sul, manobras militares de grande porte. Em seguida acusaram o governo norte-coreano de afundar um navio de guerra sul-coreano, quando surgem fortes suspeitas de que as próprias forças militares e de inteligência ianques teriam colocado uma mina na embarcação para criar artificialmente uma tensão com a Coréia Popular e tentar isolá-la internacionalmente.
Além desses objetivos, os EUA queriam influenciar as eleições na Coréia do Sul e pressionar o premiê do Japão a manter bases militares estadunidenses em seu território, em especial a de Okinawa, e assim romper uma promessa feita na campanha eleitoral. No Japão o resultado foi a manutenção das bases estadunidenses e a renúncia do premiê japonês.
Diante do anúncio de novas e ainda maiores manobras militares navais EUA-Coréia do Sul no mar Amarelo, que contarão com o famigerado porta-aviões George Washington, o “Diário do Povo”, jornal do Partido Comunista da China, advertiu para os “riscos para a paz e a estabilidade regional”, e declarou “firme oposição” a mais esta “hostilidade contra a China”.
Na América Latina recrudescem as pressões contra a Revolução Cubana e as ameaças à Venezuela, considerada pelos centros de inteligência de Washington “a principal ameaça” contra os EUA nas Américas. Após a reativação da 4ª Frota, os EUA instalam novas bases militares, como em Honduras, onde ajudaram a promover um golpe de estado. A pretexto de ajuda humanitária ao Haiti, após o terremoto no início deste ano, forças militares estadunidenses com mais de 15 mil soldados desembarcaram no país.
Nos últimos dias mais de 7 mil soldados, 46 navios de guerra, porta-aviões, submarinos e helicópteros dos EUA instalaram-se em bases na Costa Rica, supostamente para combater o narcotráfico. O governo colombiano segue a linha traçada pelos EUA de tornar o país uma Israel da América Latina e do Caribe.
Hillary Clinton, chanceler de Obama, comanda a reação diplomática imperialista contra o Brasil. Depois dos países que detém armas nucleares, o Brasil é o país que possui o programa nuclear para fins pacíficos mais avançado, até mais avançado que o iraniano. Por isso, a ameaça ao Irã é também indiretamente uma ameaça ao Brasil, que já recebe pressões e pode ser a próxima vítima. É justamente isso que explica a iniciativa brasileira e turca que resultou no Acordo Brasil-Irã-Turquia.
Os EUA, surpresos com o êxito do acordo, e contrariados pela política externa do governo Lula em diversos temas como na resistência aos golpistas de Honduras, fazem de tudo para isolar o Brasil. Logo depois do anúncio do acordo, a Agência Internacional de Energia Atômica alertou para o risco do Brasil estar gestando armas nucleares e anunciou novas investigações intrusivas em nosso programa nuclear.
A resistência antiimperialista obtém vitórias
A ofensiva militar imperialista global atinge escala inédita, entretanto, não há como colocar travas na roda da história. O capitalismo na sua fase imperialista é um sistema historicamente superado que espalha sangue e destruição em sua rota decadente. A resistência dos povos e países oprimidos está impondo derrotas ao imperialismo, no Oriente Médio, na Ásia Central e em outros cantos da Terra. Em nosso continente, a América Latina, continuam a florescer as forças populares, democráticas e antiimperialistas. O povo brasileiro luta para que, nas eleições de outubro próximo o Brasil siga avançando e mantenha a sua política externa independente e soberana, em defesa da paz, do direito ao desenvolvimento, e de um mundo multipolar. A paz mundial e o socialismo nunca foram tão necessários à humanidade.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Campanha de Dilma, Mercadante, Netinho e Marta "arranca" em SP
Com promessas de “olhar para o futuro” e “continuar, mas avançar”, a presidenciável Dilma Rousseff (PT) participou, nesta quarta-feira (7), da “Caminhada da arrancada” — primeiro grande ato de sua campanha em São Paulo (SP). Milhares de apoiadores, militantes e lideranças saíram em passeata pelas ruas centrais da cidade até a Praça da Sé, onde houve um breve comício.
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Segundo Dilma, a forma como o PSDB tratou a educação no estado, nos governos Covas, Alckmin e Serra, levou até ao rebaixamento do status do professor na sociedade. “No passado, muita gente queria ser professor. Hoje, a profissão não é valorizada em São Paulo. É preciso dar salários dignos, incentivar a melhor formação do profissional, fazer uma das mais importantes revoluções — que é a do conhecimento e da educação”.
Governar em equipe
Apoiada por dez partidos (PT, PMDB, PDT, PSB, PR, PCdoB, PRB, PTN, PSC e PTC), Dilma destacou a necessidade de governar de forma democrática, ouvindo os aliados. “Não sou do tipo orgulhoso, presunçoso, que acha que tudo faz. Preciso de equipe”, assinalou, em crítica indireta ao tucano José Serra, seu principal adversário na corrida presidencial. “O Brasil de hoje é outro país. Continuar o que o governo Lula conquistou não é ficar parado — é avançar. Nosso país pode olhar para o futuro com confiança.”
Sobre uma eventual gestão de continuidade aos dois governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a candidata reafirmou a necessidade de “pensar nos 190 milhões de brasileiros, e não olhar só para um terço da população”. Foi nesse sentido, também, que Dilma voltou a criticar o slogan pretensioso da oposição — “O Brasil pode mais”. Segundo a candidata, “eles não podem mais porque o que importa é como melhorar a vida dos brasileiros — e isso somos nós que sabemos fazer”.
Dilma prestou deferência mais do que especial ao apresentador e vereador Netinho, que pode se tornar o primeiro político negro a assumir uma cadeira no Senado por São Paulo. De acordo com Dilma, “um senador negro é uma grande transformação para o nosso país. A população negra merece ser representada”.
“Netinho vem do gueto, da periferia, da luta do povo, da cultura”, frisou, ainda, Aloizio Mercadante. Já Netinho, numa breve mensagem, elogiou “a militância mais aguerrida desta campanha” e afirmou que a dobrada Dilma-Mercadante vai “acabar com a tristeza no estado de São Paulo”.
Com promessas de “olhar para o futuro” e “continuar, mas avançar”, a presidenciável Dilma Rousseff (PT) participou, nesta quarta-feira (7), da “Caminhada da arrancada” — primeiro grande ato de sua campanha em São Paulo (SP). Milhares de apoiadores, militantes e lideranças saíram em passeata pelas ruas centrais da cidade até a Praça da Sé, onde houve um breve comício.O candidato a governador Aloizio Mercadante (PT) e os candidatos ao Senado Netinho de Paula (PCdoB) e Marta Suplicy (PT) também se engajaram na largada da campanha no estado. Ao som de palavras de ordem como “São Paulo avante / Com Dilma e Mercadante”, a manifestação denunciou a decadência a que o estado está submetido após mais de 15 anos de governos do PSDB.
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Mercadante critica 'esvaziamento econômico' do interior de SP
Dilma enfatizou a ruína do ensino público paulista — uma “vergonha” que desvirtua a própria vocação do estado e de sua capital. “Estamos a poucos metros de onde a cidade de São Paulo começou. E não foi num lugar qualquer. Foi no Pátio do Colégio. Não é à toa que escolheram um colégio para ser o ponto inicial de São Paulo, o coração da cidade.”Segundo Dilma, a forma como o PSDB tratou a educação no estado, nos governos Covas, Alckmin e Serra, levou até ao rebaixamento do status do professor na sociedade. “No passado, muita gente queria ser professor. Hoje, a profissão não é valorizada em São Paulo. É preciso dar salários dignos, incentivar a melhor formação do profissional, fazer uma das mais importantes revoluções — que é a do conhecimento e da educação”.
Governar em equipe
Apoiada por dez partidos (PT, PMDB, PDT, PSB, PR, PCdoB, PRB, PTN, PSC e PTC), Dilma destacou a necessidade de governar de forma democrática, ouvindo os aliados. “Não sou do tipo orgulhoso, presunçoso, que acha que tudo faz. Preciso de equipe”, assinalou, em crítica indireta ao tucano José Serra, seu principal adversário na corrida presidencial. “O Brasil de hoje é outro país. Continuar o que o governo Lula conquistou não é ficar parado — é avançar. Nosso país pode olhar para o futuro com confiança.”
Sobre uma eventual gestão de continuidade aos dois governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a candidata reafirmou a necessidade de “pensar nos 190 milhões de brasileiros, e não olhar só para um terço da população”. Foi nesse sentido, também, que Dilma voltou a criticar o slogan pretensioso da oposição — “O Brasil pode mais”. Segundo a candidata, “eles não podem mais porque o que importa é como melhorar a vida dos brasileiros — e isso somos nós que sabemos fazer”.
Dilma prestou deferência mais do que especial ao apresentador e vereador Netinho, que pode se tornar o primeiro político negro a assumir uma cadeira no Senado por São Paulo. De acordo com Dilma, “um senador negro é uma grande transformação para o nosso país. A população negra merece ser representada”.
“Netinho vem do gueto, da periferia, da luta do povo, da cultura”, frisou, ainda, Aloizio Mercadante. Já Netinho, numa breve mensagem, elogiou “a militância mais aguerrida desta campanha” e afirmou que a dobrada Dilma-Mercadante vai “acabar com a tristeza no estado de São Paulo”.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
CMV debate royalties do petróleo no Estado
Uma data histórica. Esta foi definição de todas as autoridades presentes na Audiência Pública ‘O Espírito Santo e os royalties do petróleo’, promovida pela Câmara de Municipal de Vitória nesta quarta-feira (30/06).
Além do presidente da CMV, também fizeram parte da Mesa o governador Paulo Hartung, o prefeito de Vitória João Coser, o senador Renato Casagrande, o vice-governador Ricardo Ferraço, a Deputada Federal Iriny Lopes, o deputado estadual Givaldo Vieira, o presidente da Amunes Gilson Amaro, o presidente da CUT José Nilton, o vice-prefeito de Vitória Sebastião Barbosa, o secretário estadual de desenvolvimento Márcio Félix, o presidente do Conselho Popular de Vitória Waldemar Cunha Santos, e o presidente da OAB-ES Homero Mafra.
O vereador Namy Chequer (PCdoB) sugeriu à bancada federal que “faça uso do recém-aprovado Plano de Defesa Nacional, que trata, também, do patrimônio do mar territorial”.
Durante o evento foi lançado o “Manifesto de Apoio em Defesa dos Interesses do Estado do Espírito Santo”. O objetivo da Audiência Pública foi motivar a sociedade capixaba para garantir que as emendas apresentadas no Congresso Nacional pelo deputado federal Pedro Simon e pelo senador Ibsen Pinheiro, que tratam da partilha dos royalties do petróleo, recebam o veto do presidente Lula.
No dia 13 de julho será realizado um grande ato público na Praça Oito, em Vitória, para sensibilizar o Presidente da República a vetar a matéria. Lula fará no dia 15/07 sua sétima visita ao Espírito Santo desde que assumiu o cargo.
Uma data histórica. Esta foi definição de todas as autoridades presentes na Audiência Pública ‘O Espírito Santo e os royalties do petróleo’, promovida pela Câmara de Municipal de Vitória nesta quarta-feira (30/06).
Além do presidente da CMV, também fizeram parte da Mesa o governador Paulo Hartung, o prefeito de Vitória João Coser, o senador Renato Casagrande, o vice-governador Ricardo Ferraço, a Deputada Federal Iriny Lopes, o deputado estadual Givaldo Vieira, o presidente da Amunes Gilson Amaro, o presidente da CUT José Nilton, o vice-prefeito de Vitória Sebastião Barbosa, o secretário estadual de desenvolvimento Márcio Félix, o presidente do Conselho Popular de Vitória Waldemar Cunha Santos, e o presidente da OAB-ES Homero Mafra.
O vereador Namy Chequer (PCdoB) sugeriu à bancada federal que “faça uso do recém-aprovado Plano de Defesa Nacional, que trata, também, do patrimônio do mar territorial”.
Durante o evento foi lançado o “Manifesto de Apoio em Defesa dos Interesses do Estado do Espírito Santo”. O objetivo da Audiência Pública foi motivar a sociedade capixaba para garantir que as emendas apresentadas no Congresso Nacional pelo deputado federal Pedro Simon e pelo senador Ibsen Pinheiro, que tratam da partilha dos royalties do petróleo, recebam o veto do presidente Lula.
No dia 13 de julho será realizado um grande ato público na Praça Oito, em Vitória, para sensibilizar o Presidente da República a vetar a matéria. Lula fará no dia 15/07 sua sétima visita ao Espírito Santo desde que assumiu o cargo.
terça-feira, 6 de julho de 2010
UJS na lutar contra a homofobia
Nas últimas décadas, a percepção de que o mundo vivia um “novo renascimento democrático” foi acompanhada da concepção errônea, em relação ao tratamento dirigido a população historicamente discriminada no Brasil.
1. No Brasil em 2009, a cada dois dias um homossexual foi morto no país
3. Jornal a tribuna de 27 de março de 2010. “Casal gay separado à força”. Rapazes se beijavam durante festa de formatura em Vitória. Um segurança entrou no meio dos dois e os empurrou
É por essa e muito mais, que nós a UJS (União da Juventude Socialista) do Espírito Santo, compraremos mais uma vez esse debate para formular e construir as reformas democráticas do País.
Hullifas lopes nogueira
Coordenador de diversidade sexual de Vitória-ES
Nas últimas décadas, a percepção de que o mundo vivia um “novo renascimento democrático” foi acompanhada da concepção errônea, em relação ao tratamento dirigido a população historicamente discriminada no Brasil.
Essa percepção tratou de conduzir a problemática para a esfera da política pública e que por vários anos pensou os direitos sociais, civis e políticos de forma uniformizante a todos, baseando – se no princípio constitucional de que todos somos iguais perante a lei.
A Constituição da República, a partir de 1988, estabelece como fundamento a dignidade da pessoa humana e tem entre seus objetivos “Promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer formas de discriminação” (inciso IV do artigo 3º da CF).
2. Uma pesquisa da UNESCO, realizada em 2004, demonstrou que Vitória era a capital mais homofóbica do país.
É por essa e muito mais, que nós a UJS (União da Juventude Socialista) do Espírito Santo, compraremos mais uma vez esse debate para formular e construir as reformas democráticas do País.
Hullifas lopes nogueira
Coordenador de diversidade sexual de Vitória-ES
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